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Nem todo CDI é igual

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Renato Eid Tucci
Renato Eid Tucci

Renato Eid Tucci atua no mercado financeiro desde 1998. É sócio e Portfolio Manager da Itaú Asset Management. É membro da Câmara de Equities da B3 e conselheiro da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec).

Quando falamos de investimentos, a maior parte das pessoas olha primeiro para o retorno.

E faz sentido.

Afinal, quem não gostaria de encontrar a aplicação que rende mais?

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Mas existe uma diferença importante entre investidores que apenas acompanham o mercado e aqueles que conseguem construir patrimônio de forma consistente ao longo do tempo.

Os melhores investidores não olham apenas para o retorno. Eles olham para a eficiência.

Essa reflexão ganhou ainda mais relevância nas últimas semanas. Com a inflação pressionada, a curva de juros brasileira passando por novos ajustes e as NTN-Bs oferecendo taxas próximas de IPCA + 8% ao ano, a discussão sobre renda fixa voltou ao centro das atenções.

Nesse ambiente, muitos investidores passaram a debater qual seria a melhor alternativa: pós-fixados ou títulos indexados à inflação.

Mas talvez essa não seja a pergunta mais importante. Uma pergunta igualmente relevante é: qual a forma mais eficiente de implementar essa exposição?

Pense no CDI.

Para muitos investidores, ele representa a reserva estratégica da carteira. É o recurso que fica disponível para oportunidades futuras, para gestão de liquidez ou simplesmente para atravessar períodos de maior incerteza.

Mas acompanhar o CDI não significa necessariamente abrir mão de otimização.

Hoje existem estruturas que buscam capturar o comportamento dos ativos pós-fixados ao mesmo tempo em que exploram ganhos de eficiência tributária.

É o caso do CDIB11.

O ETF investe majoritariamente em Tesouro Selic, mantendo em média mais de 90% da carteira nesse ativo, mas utiliza uma estrutura que permite ao investidor acessar uma tributação de 15% sobre o ganho de capital, além de não estar sujeito a IOF ou come-cotas.

Pode parecer um detalhe. Mas, em investimentos, detalhes importam.

Principalmente quando falamos de estratégias de baixo risco e retornos mais previsíveis.

O histórico da metodologia utilizada pelo produto ajuda a ilustrar esse ponto. Desde sua criação, o índice apresentou retorno acumulado superior ao CDI e gerou excesso de retorno positivo em diversas janelas de tempo. Em períodos de 36 meses, por exemplo, o ganho médio adicional foi próximo de 0,6% acima do DI.

Alguém pode olhar para esse número e pensar que ele é pequeno.

Mas a lógica da construção de patrimônio raramente está em grandes saltos. Ela costuma estar na soma de pequenas vantagens acumuladas ao longo dos anos.

Uma estrutura mais eficiente. Uma tributação melhor. Mais tempo investido.

É justamente por isso que os ETFs vêm ganhando espaço nas carteiras dos investidores brasileiros. Eles permitem transformar decisões complexas em implementações simples, transparentes e acessíveis.

No fim das contas, investir não é apenas sobre escolher o melhor ativo. É sobre construir um processo. E processos eficientes tendem a produzir melhores resultados.

Vale a pena dedicar algum tempo para entender como investir.

Porque, muitas vezes, o retorno está justamente nos detalhes.

Acesse o site ITNOW e use o nosso simulador de investimentos.

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