Logo ETFs BrasilLogo ETFs Brasil
Ícone do botão de destaqueSimulador de Portfólios
Estudos

Acompanhe como começou o ano no mercado de debêntures

Índice Teva Debêntures DI oferece uma visão completa sobre o mercado de crédito privado brasileiro.

A Teva Indices divulga mensalmente o rebalanceamento do Índice Teva Debêntures DI, que foi a base para a criação do DEBB11, o primeiro ETF de crédito privado do Brasil.

Neste relatório você encontrará informações sobre os dados extraídos da seleção de carteira do Teva Debêntures DI.

O Índice Teva Debêntures DI seleciona debêntures que atendem a critérios específicos, incluindo um volume mínimo de emissão de 300 milhões e a ausência de empresas em processo de recuperação judicial ou extrajudicial. Além disso, as debêntures devem ter prazos de vencimento entre 410 e 3650 dias e são escolhidas com base em sua liquidez no mercado.

Essa metodologia tem como objetivo proporcionar aos investidores diversificação em uma carteira com spreads reduzidos e ativos de alta qualidade e relevância, oferecendo assim uma exposição a títulos financeiros com menor risco e maior liquidez.

Performance Índice Teva Debêntures DI

Em janeiro, o Índice Teva Debêntures DI teve um desempenho de 1,4%, performando 142,2% do DI esse mês.

O Índice Teva Debêntures DI tem histórico estável em momentos de queda e alta do mercado, quando comparado com o desempenho do mercado em geral e outros índices de mercado.

Spread de Carrego

Spread de carrego é uma expressão utilizada pelo mercado de crédito para indicar qual seria a taxa (remuneração, rendimento) implícita para um ativo comprado na data e “carregado” até seu vencimento. O conceito é mais simples para um título único, mas também pode ser aplicado para uma carteira.

Como o índice e o DEBB11 têm uma carteira contínua, essa é uma taxa indicativa de qual seria o rendimento se o fundo não aplicasse mais os recursos e levasse todos os títulos até seu vencimento.

Ao encerrar o mês de janeiro, o spread de carrego registrado foi de DI + 2,04%, o que representa uma queda em relação ao valor pré-evento da Americanas, que era de 2,10%. Essa redução indica um cenário de recuperação para o setor de crédito privado. Em comparação com dezembro, houve uma diminuição de 0,19% no spread, mostrando uma percepção de risco menor neste período.

Liquidez e Volume do Mercado de Crédito

A liquidez é essencial nos mercados financeiros, influenciando diretamente a facilidade de negociação e a formação de preços. Ativos líquidos, caracterizados por um alto volume de negociação e spreads menores, oferecem aos investidores a capacidade de comprar e vender rapidamente, reduzindo custos de transação e permitindo uma gestão de portfólio mais flexível.

Para assegurar a qualidade e relevância dos ativos em sua composição, o Índice Teva Debêntures DI seleciona apenas as debêntures mais negociadas. Isso visa proporcionar aos investidores uma carteira com spreads reduzidos e ativos de destaque. A liquidez da carteira é meticulosamente avaliada, considerando o volume e o número de dias negociados.

Em janeiro o valor de negociações médias por dia das debêntures no índice seguiu em queda com um total de R$ 587 milhões.

O volume de emissão média da carteira está em R$ 928 milhões, com um volume de emissão total de R$ 224 bilhões.

Em 2024, o ano se iniciou com uma diminuição nas novas emissões de debêntures indexadas ao DI. Apenas 12 novas emissões foram registradas, resultando em um volume financeiro total de R$ 5 bilhões.

Carteira Índice Teva Debêntures DI

No rebalanceamento de fevereiro, o Índice Teva Debêntures DI adicionou 3 novas debêntures à sua composição, elevando o total para 241 debêntures emitidas por 132 emissores presentes na carteira.

Com duration de 2,57 anos. Esses ativos estão distribuídos em 19 setores distintos, proporcionando uma cobertura abrangente do mercado.

Risco, retorno e diversificação

A presença de um número significativo de ativos na carteira do investidor proporciona uma exposição mais ampla a diversos setores. Essa diversificação contribui para reduzir a exposição ao risco associado ao investimento em debêntures individuais. Ao distribuir os investimentos por várias debêntures, o investidor reduz sua dependência em relação ao desempenho de um único ativo, o que ajuda a mitigar os impactos negativos de eventos específicos que possam afetar uma empresa ou setor.

Essa abordagem estratégica não apenas fortalece a resistência da carteira diante de flutuações específicas do mercado, mas também oferece aos investidores uma maneira mais equilibrada e prudente de acessar o segmento de debêntures.

Ao distribuir os ativos entre múltiplos emissores e setores, o Índice Teva Debêntures DI se destaca como uma opção que busca otimizar a relação entre risco e retorno entregando o risco da classe de ativos.

Spread DEBB11

O spread entre a cota do ETF e sua carteira refere-se à diferença entre o preço pelo qual os investidores podem comprar ou vender as cotas do ETF e o valor dos ativos subjacentes que compõem a carteira do ETF. Esse spread pode variar ao longo do tempo e é influenciado por vários fatores, incluindo liquidez do mercado, volatilidade, custos de transação e eficiência na formação de preços. Em geral, um spread estreito indica que há uma boa correspondência entre o preço de mercado do ETF e o valor de seus ativos subjacentes, enquanto um spread mais amplo pode indicar uma possível discrepância ou falta de liquidez no mercado.

No mês de janeiro, o spread médio foi de 0,17%, calculado entre o preço de fechamento e o valor patrimonial. O ETF DEBB11 oferece spreads de negociação baixos, proporcionando uma experiência de investimento mais acessível e eficiente, sem os desafios comuns associados às negociações no mercado de balcão.

Essa é uma das maiores inovações recentes no mercado financeiro brasileiro. Um fundo aberto e listado, negociado próximo de seu valor patrimonial é uma das formas mais acessíveis para se montar uma carteira de crédito.

Avaliação por Setores

Um aumento na abertura dos spreads está associado a uma queda no preço do ativo e a um aumento no retorno esperado. Esse fenômeno reflete vários aspectos, mas principalmente indica um aumento no prêmio de risco, sugerindo que os investidores percebem um ambiente mais arriscado. Ao analisarmos separadamente por setor, podemos avaliar a confiança no mercado em cada área específica no cenário econômico atual.

A maioria dos setores registrou uma queda em seus spreads, indicando uma maior confiança no mercado de crédito privado neste início de 2024. Essa tendência sugere uma percepção mais otimista dos investidores em relação ao risco associado aos ativos nesses setores específicos.

O setor de Máquinas e Equipamentos mantém a liderança no spread de carrego, registrando 13,2%. Em seguida, destacam-se os setores de investimentos e participações e serviços industriais, com 3,6%, ambos com um spread de 3,3%.

Os menores spreads (menor percepção de risco) estão nos setores de tecnologia financeira com 0,9% seguido por energia elétrica e corretoras e investimentos, ambos com 1,3%.

Gostou das informações e quer saber mais sobre o mercado de crédito? Inscreva-se em nossa newsletter mensal.

Acesse o relatório para obter mais informações sobre:

  • Debêntures de melhor e pior desempenho;
  • Panorama do mercado de crédito;
  • Evolução e tendências dos prêmios de risco (spread);
  • Custo de crédito por setor;
  • Duration e composição setorial.

Você pode visualizar o documento clicando aqui.

Conheça a carteira do Índice Teva Debêntures DI:

Voltar

Assine a newsletter do ETFs Brasil

Para receber estudos e novidades, deixe seu contato abaixo.