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“E agora, José?”

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Renato Eid Tucci
Renato Eid Tucci

Renato Eid Tucci atua no mercado financeiro desde 1998. É sócio e Portfolio Manager da Itaú Asset Management. É membro da Câmara de Equities da B3 e conselheiro da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec).

A pergunta eternizada por Drummond ecoa também no mundo dos investimentos. Em um global de incertezas, aumento da volatilidade muitos investidores ficam paralisados. A cada nova manchete, surge a dúvida: aumento posição? Reduzo risco? Espero o próximo movimento do Banco Central?

E agora?

A resposta pode ser menos sofisticada do que parece: o simples funciona.

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Em vez de buscar o timing perfeito, faz mais sentido estruturar sua carteira de investimentos com instrumentos eficientes e vantajosos para você. É nesse contexto que a família de ETFs TD3511, TD5011 e TD6011 da Itaú Asset ganha relevância estratégica.

Os ETFs TD oferecem acesso direto às NTN B, com liquidez, IR de 15% já no início, ausência de IOF, reinvestimento dos cupons sem IR, ausência de come cotas, clareza sobre duration e baixo custo de transação e de administração. Mas existe um elemento técnico que transforma essa alocação em algo ainda mais interessante: a convexidade.

Qual a relevância disso para você?

A tabela abaixo de sensibilidade deixa isso evidente. Quando a taxa real cai de 7,5% para 6%, por exemplo, os retornos projetados são expressivos. Mas quando a taxa sobe na mesma magnitude, as perdas são proporcionalmente menores. Essa curvatura na relação preço taxa é o efeito da convexidade.

Tabela de sensibilidade dos Títulos

Sensibilidade de Taxa
(IPCA+) a.a.
Retorno
Esperado
TD 2035
Retorno
Esperado
TD 2050
Retorno
Esperado
TD 2060
4,0% 26% 48% 58%
5,0% 18% 30% 35%
6,0% 10% 14% 16%
7,0% 3% 1% 1%
7,5% 0% -5% -5%
8,0% -3% -10% -10%
9,0% -9% -19% -20%
10,0% -15% -26% -28%

Fonte: Bloomberg. Performance considera o carrego da taxa, vencimento e convexidade. Os resultados podem ser significativamente diferentes.

E é aqui que mora a assimetria.

A convexidade gera uma assimetria positiva a seu favor. Em termos práticos, ao comprar NTN B, ele está estruturalmente alavancado na queda dos juros reais. O ganho potencial em um movimento de compressão de taxa é maior do que a perda em um movimento equivalente de alta.

Isso significa que o investidor não precisa acertar o fundo da taxa para ter uma boa relação risco retorno. Ele carrega um ativo que, pela própria matemática, responde de forma mais intensa quando o cenário melhora.

Em ciclos de afrouxamento monetário, essa dinâmica trabalha fortemente a favor da carteira. E mesmo em cenários adversos, a assimetria ajuda a proteger o capital relativo.

No fim, investir melhor não é sobre complexidade excessiva ou estratégias mirabolantes.

É sobre entender os fundamentos, usar instrumentos eficientes e deixar a matemática jogar ao seu lado.

Acesse o site ITNOW para saber mais sobre os ETFs da Itau Asset: www.itnow.com.br

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