A Batalha do Nilo e a maior lição para seus investimentos
Em seu livro Coming into View (How AI and Other Megatrends will shape your investments) Joe Davis traz inúmeros exemplos sobre ciclos econômicos e a importância da diversificação em investimentos. Em um deles, o autor narra um evento ocorrido em 1798, na Baía de Abukir, a Batalha do Nilo. De um lado, a poderosa frota francesa de Napoleão. Do outro, a esquadra britânica comandada pelo Almirante Nelson. Os franceses acreditavam estar protegidos ancorando seus navios próximos à costa, formando uma linha aparentemente defensiva e concentrada.
O erro foi estratégico.
Nelson atacou por dois lados. Parte da frota britânica passou entre os navios franceses e a costa, algo considerado improvável. O resultado foi devastador. A concentração excessiva tornou a frota francesa vulnerável. Quando a linha foi rompida, todo o sistema colapsou.
O que isso tem a ver com seus investimentos?
Tudo.
Muitos investidores, sem perceber, fazem o mesmo que a França naquela noite. Concentram patrimônio em poucos ativos, um único país, uma única moeda ou apenas uma classe de investimento. Enquanto o cenário é favorável, a estratégia parece funcionar. Mas basta um evento inesperado para expor a fragilidade da concentração.
Diversificação não é sobre “ter muitos produtos”. É sobre reduzir dependência de um único risco.
Uma carteira equilibrada combina diferentes motores de retorno: renda fixa e renda variável, Brasil e exterior, ativos defensivos e ativos de crescimento. Quando um lado sofre pressão, outro pode compensar. Não se trata de eliminar volatilidade, mas de evitar que um único choque comprometa todo o patrimônio.
E aqui entram os ETFs.
Com uma única aplicação, é possível acessar dezenas ou até centenas de ativos. Um ETF de índice amplo como o BOVV11 replica um mercado inteiro. Já o DIVO11 foca nas empresas com maior consistência no pagamento de dividendos.
Um ETF de renda fixa como o B5P211 distribui risco entre vários títulos Tesouro IPCA enquanto o IDKA11 diversifica seus investimentos em títulos do tesouro pré-fixados. O LFTI11 traz o porto seguro dos títulos pós-fixados.
Os ETFs internacionais como TECK11 e SPXI11 adicionam proteção cambial e exposição a economias diferentes da brasileira. Por outro lado, o SPXR11 te dá acesso as 500 maiores empresas americanas com a segurança do tesouro Selic.
Indo além, o BITI11 (Bitcoin) e o GLDI11 (Ouro + Tesouro Selic) proporcionam investimentos que trazem descorrelação dos ativos tradicionais.
Essa combinação cria algo que a frota francesa não tinha: flexibilidade.
O investidor não controla diversos elementos, mas controla a forma como seu patrimônio está distribuído.
No mercado, sobreviver aos choques é mais importante do que vencer uma única batalha.
E diversificação é a sua melhor estratégia de defesa.
Acesse o site ITNOW para saber mais sobre os ETFs da Itau Asset: www.itnow.com.br
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